Em entrevista exclusiva ao NYAHUP, Jessy Jarell reflete sobre sensualidade, desejo e autonomia a partir de uma perspectiva íntima e consciente. Longe de estereótipos, ela fala sobre o corpo como extensão da mente, o silêncio como espaço de poder e a imagem feminina como uma escolha, nunca uma imposição.
Com respostas diretas e profundas, Jessy conduz a conversa por temas como autorreconhecimento, liberdade e presença, revelando uma sensualidade que nasce de dentro para fora e se sustenta na forma como ela decide existir, sentir e ser vista.
Para você, onde nasce a sensualidade: no corpo, na mente ou na forma como se habita o próprio silêncio?
A sensualidade nasce primeiro na mente e se espalha pelo corpo quando existe presença. Ela se fortalece no silêncio, quando não há necessidade de provar nada a ninguém, apenas sentir.
O que te faz sentir mais desejável: ser observada ou se reconhecer antes de qualquer olhar externo?
O reconhecimento interno vem primeiro. Ser observada pode intensificar, mas é o auto-olhar que sustenta o desejo de forma verdadeira.
Existe um momento em que você percebeu que o desejo também pode ser uma forma de poder pessoal?
Sim, quando entendi que desejar e ser desejada não precisa ser concessão. Pode ser escolha, direção e autonomia.
Como você lida com a própria imagem quando ninguém está olhando?
Com mais gentileza e honestidade. É nesse espaço íntimo que me permito existir sem filtros, sem expectativa, apenas sendo.
O que o seu corpo expressa sobre você que as palavras nunca conseguiriam explicar?
Minha história emocional. O corpo guarda nuances, silêncios e intensidades que nenhuma linguagem verbal alcança completamente.
Em um mundo que tenta controlar narrativas femininas, o que significa para você escolher como e quando ser vista?
É um ato de liberdade. Escolher o próprio tempo e a própria forma de aparecer é recusar ser reduzida a um olhar que não me pertence.
A paixão, para você, é algo que se mostra ou algo que se sente em segredo?
Ela começa em segredo. Quando se mostra, já passou por um processo interno de reconhecimento e entrega.
Se alguém te observasse em completo silêncio, que sensação você gostaria que permanecesse depois?
Uma mistura de calma e intensidade, como algo que não se explica, mas fica.